
Foto: Michal Marcol – Free Digital Photos
Você deve estar pensando qual a diferença entre a dieta e a reeducação alimentar?
A dieta é, por definição, a privação de alguns alimentos seja por doença ou pela vontade de perder peso. Já a reeducação alimentar vem com o objetivo de reeducar, de ensinar a ter hábitos saudáveis.
Dietas funcionam? Sim, mas temporariamente!
Dificilmente uma pessoa vai aguentar passar mais que 2 ou 3 semanas fazendo uma dieta de privação de carboidrato ou proteína, ou fazendo a dieta da sopa, do sanduíche, da gelatina, do shake. Outro fato que contribui para o fracasso de uma dieta é que ela faz com que a pessoa passe a evitar eventos sociais com medo de furar a dieta e acaba dizendo não àquele almoço de domingo com a família, ao aniversário do amigo, ao happy hour da sexta-feira – com medo de perder todo o esforço da semana. E quando não aguenta mais, ou mesmo quando consegue chegar no peso desejado e resolve dar fim à dieta, volta a comer como antes e as chances de engordar novamente são grandes. E viva ao efeito sanfona até a próxima dieta!
Então, por que as dietas fascinam tanto as pessoas?
Porque elas prometem emagrecimento rápido! É só passar na frente de uma banca e observar a capa de algumas revistas: “Emagreça 5kg em 5 dias”, “Barriguinha seca em 10 dias”. Lembre-se, quanto mais rápido for o emagrecimento, mais rápida será a recuperação do peso perdido!
Em contrapartida vem a reeducação alimentar. Ela tem o objetivo de ensinar a comer bem e com as mudanças dos hábitos alimentares proporcionar um emagrecimento saudável.
Na reeducação não é necessário deixar de comer nada, mas é fundamental observar a quantidade e a variedade dos alimentos. Você vai aprender sobre os alimentos que mais deve consumir, a quantidade necessária para um bom funcionamento do corpo e quais deve evitar, diminuindo o consumo. Por exemplo, trocar uma fritura por algo cozido ou assado, acrescentar frutas ao cardápio, aumentar o consumo de fibras através de alimentos integrais.
Moderação é a palavra de ordem! Uma feijoada no domingo é bem vinda – todo dia, não! Um chocolate na TPM ou um brigadeiro no aniversário do sobrinho, sim – sobremesa todo dia, não!
É importante dizer que a reeducação alimentar é um processo lento, um aprendizado! Quando atingir o peso desejado, a manutenção será moleza (pois você incorporou novos hábitos que passam a fazer parte da sua forma de se alimentar normalmente, em oposição a uma dieta relâmpago que introduz hábitos radicais temporários e se tornam insutentáveis no longo prazo). A manutenção vai consistir apenas em dar continuidade a algo que já lhe é natural e aí é só continuar comendo bem, com moderação!
Então, nossas dicas são:
- Se você está buscando perda de peso, opte pela reeducação alimentar ao invés de dietas “milagrosas”. A reeducação traz resultados mais lentos, mas também mais permanentes e consistentes. E, sem dúvida, mais saudáveis.
- Se você não sabe por onde começar, procure um médico ou nutricionista para ser orientado. Não só ele poderá avaliar as necessidades individuais do seu organismo/metabolismo e sugerir um programa adequado a você e ao seu estilo de vida, mas também você evita a sensação de confusão e paralisia diante do excesso de informação que existe na internet. Isso às vezes atrapalha. Busque fontes de informação confiáveis e, preferencialmente (se possível), profissionais.
- Dê tempo e espaço a si próprio(a) para que o aprendizado vá se acumulando ao longo do tempo. Comece com o que já sabe e vá adaptando seus hábitos conforme o aprendizado aumentar. Não deixe que a sensação de não saber o suficiente te impeça de começar e, ao mesmo tempo, não se acomode no estágio inicial de aprendizado – continue se informando para aumentar a qualidade e otimizar os resultados da sua reeducação alimentar.




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